28 de Maio — Dia Internacional pela Saúde da Mulher

O dia 28 de Maio assinala, a nível internacional, o dia Internacional pela Saúde da Mulher.

Este dia, criado em 1987 tem como objetivo chamar a atenção e promover a consciencialização da sociedade para os diferentes problemas ligados à saúde e às condições de vida da população feminina, principalmente no âmbito dos direitos sexuais e reprodutivos. É inegável que existem patologias e sintomas exclusivos das mulheres que obrigam a uma vigilância atenta e sobretudo a uma prevenção redobrada.

As patologias malignas como o cancro do colo do útero, o cancro da mama assim como doenças benignas, mas com um impacto muito importante na qualidade de vida das mulheres como os miomas, a endometriose, as infeções urinarias e vaginais e mais recentemente a depressão, fibromialgia e a obesidade estão entre as principais doenças que afetam o sexo feminino.

Apenas e só para contextualizar um pouco o tema relativamente a Portugal, importa referir alguns dados relativamente à saúde em Portugal. Considerando o triénio que termina em 2019 e relativamente à UE-27 dados publicados pelo INE indicam que:

  1. A esperança de vida à nascença em Portugal foi estimada em 80,93 anos para o total da população no triénio terminado em 2019, mais elevada para as mulheres (83,51 anos) do que para os homens (77,95 anos).
  2. No entanto considerando a informação relativa à existência de limitações devido a problemas de saúde, a estimativa de anos de vida saudável à nascença era de 59,2 anos, mais baixa para as mulheres (57,8 anos) do que para os homens (60,6 anos).
  3. Por outro lado, Portugal era em 2019 um dos países da União Europeia com maior diferença entre a expectativa de anos de vida saudável aos 65 anos para homens e para mulheres (mais 1,0 anos a favor dos primeiros).
  4. Relativamente à mortalidade e suas causas em Portugal e em 2019:
    a) morreu-se principalmente devido a doenças do aparelho circulatório, que representam 29,9% do total de óbitos. A repartição por sexo revela que 54,6% dos óbitos por doenças do aparelho circulatório foram de mulheres sendo particularmente significativas a partir dos 80 anos em que representam 80,0% dos óbitos por esta causa.
    b) No que refere às mortes ocorridas no país por tumores malignos, 75,5% verificaram-se em indivíduos com 65 e mais anos de idade com 74,6% para os homens e 76,8% para as mulheres.
    c) No ano em análise, registaram-se em Portugal 1 687 óbitos pela doença de Alzheimer, todos de residentes no país (menos 2 óbitos que em 2018), repartindo-se em 532 óbitos de homens e 1 155 de mulheres.

Apesar das melhorias inegáveis nas condições de vida, na literacia e na mudança que se tem verificado ao longo dos anos mais recentes quanto ao papel da mulher na sociedade, também é inquestionável que se mantêm por resolver algumas questões que condicionam uma desigualdade social relacionada com o gênero. Esse facto verifica-se sobretudo para mulheres em situação económica e social mais vulnerável e para as que pretendem conciliar uma vida familiar plena com uma carreira profissional de sucesso.

A vulnerabilidade feminina face a certas doenças e causas de morte está, muitas vezes, mais relacionada com a situação de desigualdade da mulher na sociedade do que com fatores biológicos.

Tendo como missão principal a promoção da Saúde da Mulher a Sociedade Portuguesa de Ginecologia não podia deixar de assinalar esta data e reforçar o seu compromisso em manter o foco no desenvolvimento das atividades de investigação e educacionais no domínio da Ginecologia para as colocar ao serviço do desenvolvimento da saúde da mulher.

Dra. Margarida Martinho
Secretária Geral da Sociedade Portuguesa de Ginecologia

Dra. Margarida Martinho, Secretária Geral da SPG

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